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Cobra de estimação

  • Foto do escritor: Valdano Da Silva
    Valdano Da Silva
  • 25 de jan. de 2022
  • 2 min de leitura

A loira de cabelos de ouro veio encostando, sem cerimônias, começou a passar a mão… Mão fina e quente, como o meu Sony Xperia Z... Depois de horas seguidas a trabalhar.


Olhou-me fixamente, e perguntou… "quando é que me vais dar "aquilo" ?"... Eu respondi… "com a mão no meu peito? procuras o meu coração... certo?"


Ela, com um som não identificado, algo entre um riso e um gemido, Respondeu "claro que sim... O teu coração é só o que eu quero… ou... tens algo mais interessante pra me dar?"


Pergunta errada (pensei eu) fazendo o sorriso malandro que toda a gente insiste em dizer que tenho… "O meu coração estás muito longe, desce..." disse lhe eu.


Ela sabia bem o que queria, foi descendo a mão, cada vez mais quente... Quando lá chegou (ao meu coração de baixo).

Fixou os seus olhos azuis nos meus, que agora, estavam mais abertos do que as minhas narinas de Dragão... não aguentei... Fechei os olhos e tentei não fazer barulho.


Apaguei!


Ao abrir os olhos, vejo a minha mulher com uma frigideira na mão... Não sei como não me agrediu... Deve ter ficado assustada com o que acabara de fazer. Quando fechou a porta, deixando-me trancado na cozinha, olho para o chão e vejo a loira caída com sangue nos cabelos. Fiquei assustado, segurei-lhe a mão, agora, fria... como o meu Sony Xperia Z... depois de eu o tirar da piscina.

Aproximei-me da porta e ouvi a minha mulher ao telefone... "Boa noite, olhe eu convidei uma amiga pra jantar em minha casa... mas ela acabou por tentar pôr a mão na minha cobra de estimação e com o susto que levou, caiu e bateu com a cabeça, mandem uma ambulância se faz favor...


Eu achei que fosse boa ideia puxar as calças pra cima, trancar-me na cozinha, e esperar pelos bombeiros.


Hoje durmo com as panelas!




 
 
 

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©2017 por Valdano Da Silva

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